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Os memes não perdoaram o deslize da campanha |
Veiculada desde o
final do ano passado pelo governo federal, a campanha de trânsito
“Gente boa também mata” desagradou desde o início. Criada pela
agência Nova/sb,
a ideia era mostrar que pessoas “boas”, e não apenas as
inconsequentes, podem provocar acidentes de trânsito, dependendo de
sua conduta. Mas as peças não pegaram bem entre as pessoas de bem.
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Protetores de animais ficaram irados |
Especialmente
uma delas, em que um cartaz ressalta que “Quem resgata animais na
rua pode matar”. Assim,
em letras garrafais, para só depois, sem destaque, aparecer a
explicação: “Não use o celular ao volante”. Há outras. Mas,
nesse caso, mexeram com o público errado. Os protetores de animais
beiram ao xiitismo.
Não deixaram barato. Tanto fizeram que o Conselho Nacional de
Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu processo, nesta
terça-feira, 10, para investigar a campanha.
Isso,
mesmo após o governo ter decidido retirar os cartazes das ruas.
“Numa campanha de
publicidade, tudo o que é preciso explicar já não é bom”,
admitiu o ministro
dos Transportes, Maurício Quintella, ao
Blog do Camarotti, no G1.
Os vídeos, no entanto,
permanecem no ar, até onde se sabe. Sem, contudo, a assinatura do
próprio ministério.
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Governo admitiu equívoco |
Em seu perfil no Facebook, onde as peças foram bombardeadas, a Pasta atribui o material à Secretaria de Comunicação Social do governo e, “por isso, a assinatura do ministério será retirada da campanha”. Foram e estão sendo muitas as explicações aos internautas. Que, por sua vez, claro, não perdoaram com seus memes e críticas bem-humorados.
Tempos
modernos, em que os gestores públicos – e nós, comunicadores –
ainda estão aprendendo a lidar com essa linha direta com o cidadão.
Vale para o bem, vale para o mal.
E,
cuidado: pessoas boas podem ser maus jornalistas!
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