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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Trump reforça política de deportação e brasileiros nos EUA temem nova onda de expulsões

(Reprodução)
A volta de Donald Trump ao poder reacendeu o temor entre os imigrantes nos Estados Unidos sobre novas medidas de deportação em massa. O republicano, que já havia adotado uma postura rígida contra a imigração durante seu primeiro mandato, agora promete intensificar as ações para remover imigrantes ilegais do país. O clima de incerteza se espalha entre brasileiros que vivem nos Estados Unidos, principalmente entre aqueles que ainda não regularizaram sua situação.

O aumento das deportações já pode ser observado nos números. Segundo a Polícia Federal, mais de 7 mil brasileiros foram deportados dos Estados Unidos desde 2020, inclusive durante a presidência de Joe Biden, e a tendência é de alta com as novas diretrizes do governo Trump. Em 2021, o país registrou o maior número de repatriações de brasileiros, com 2.188 casos confirmados. 

O advogado Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional e fundador da Toledo e Associados, explica que, apesar da preocupação, as deportações não acontecem de forma indiscriminada. “O governo americano prioriza casos de pessoas que já possuem um processo de deportação aberto ou que cometeram algum tipo de infração criminal. No entanto, quem vive em situação irregular e convive com imigrantes com pendências judiciais pode acabar sendo investigado junto”, afirma.

O clima de tensão gerado pela cobertura midiática e pelo sensacionalismo de alguns influenciadores tem levado até mesmo imigrantes em situação completamente regular a temerem uma deportação repentina. Toledo explica que esse tipo de desinformação gera pânico desnecessário, afetando pessoas que têm visto válido, residência permanente ou até mesmo cidadania americana. 

“Muitas pessoas me procuram preocupadas com vídeos alarmistas dizendo que qualquer imigrante pode ser deportado a qualquer momento, o que não é verdade. Quem está dentro da legalidade não tem motivos para entrar em pânico, mas a quantidade de boatos e informações distorcidas só alimenta o medo e a insegurança”, afirma.

Quem está na mira do governo

As novas medidas do governo Trump focam, principalmente, na deportação de pessoas com antecedentes criminais e de imigrantes que violaram os termos do visto. Isso inclui desde quem ultrapassou o tempo permitido de permanência até aqueles que foram detidos por delitos menores.

Segundo Toledo, muitas pessoas subestimam o risco de deportação por conta de infrações aparentemente pequenas. “Se um imigrante é parado por dirigir embriagado ou se envolve em uma briga e vai parar na delegacia, por exemplo, isso pode chamar a atenção das autoridades para sua situação migratória. Pequenos deslizes podem trazer consequências graves para quem não tem status legal”, explica.

A fiscalização também pode atingir imigrantes que convivem com pessoas com pendências na Justiça. O advogado alerta que, em operações da imigração, os agentes podem verificar os documentos de todos no local, e quem estiver irregular pode ser detido e até deportado.

Como evitar problemas com a imigração

Para evitar surpresas desagradáveis, especialistas recomendam que  os imigrantes estejam sempre atentos às regras locais. Respeitar as leis de trânsito, evitar qualquer tipo de problema com a polícia e não ultrapassar o período permitido pelo visto são passos básicos para quem quer manter a permanência segura nos Estados Unidos.

Além disso, Toledo destaca a importância de manter toda a documentação em dia. “Muita gente acaba se tornando indocumentada sem perceber, simplesmente porque deixou um prazo vencer. Quem está com o visto próximo da expiração precisa buscar alternativas para estender a permanência ou avaliar opções para se regularizar antes que a situação se complique”, comenta.

Outro ponto importante é buscar assessoria jurídica antes que surja um problema. Segundo Toledo, muitos imigrantes só procuram advogados quando já estão em risco de deportação. “Existem diversas formas de regularizar a permanência no país, seja por meio de vistos de trabalho, estudo ou outros mecanismos legais. O ideal é buscar orientação antes de precisar lidar com uma situação de emergência”, aconselha.

Apoio e informações para imigrantes

Diante do endurecimento das regras, diversas organizações de apoio a imigrantes têm reforçado a assistência a brasileiros nos Estados Unidos. Essas entidades oferecem suporte jurídico, informações sobre processos migratórios e até mesmo auxílio em casos de deportação.

Estar bem informado e contar com uma rede de apoio pode fazer toda a diferença. Toledo lembra que muitos imigrantes deixam de buscar ajuda por medo ou por acreditarem que não há solução para seu caso. “A regularização pode ser mais acessível do que se imagina, mas é preciso planejamento. A pior coisa que alguém pode fazer é simplesmente ignorar a situação e esperar que nada aconteça”, alerta.

A nova postura do governo americano reforça a necessidade de que brasileiros que vivem nos Estados Unidos estejam atentos às mudanças e evitem qualquer tipo de problema com a lei. “Seguir as regras e buscar meios legais de permanência não só evita a deportação, como também garante mais segurança e estabilidade para quem quer construir uma vida no país”, conclui Toledo.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

A derrota de Trump e o bolsonarismo

Por Rodrigo Augusto Prando

Ao fim e ao cabo das eleições americanas, com a vitória de Joe Biden, um sentimento tomou conta do Presidente Bolsonaro e dos bolsonaristas: medo. Apostaram, indevidamente, todas suas fichas em Trump. Deveriam - o presidente, seus filhos e ministros - manter a salutar distância diplomática e protocolar em relação às eleições de outra nação.

Trump foi, para a democracia norte-americana, um elemento nocivo. Assentou sua conduta, como candidato e como presidente, numa santa trindade das redes sociais: fake news - teorias da conspiração - pós-verdades. Pesquisadores apontaram que a comunicação de Trump, pelas redes sociais, era, preponderantemente, de mentiras e distorções. Soma-se a isso posturas anticientíficas e negacionistas. Democratas - os que valorizam e defendem a democracia como valor inegociável - do mundo todo, comemoraram a vitória de Biden e, agora, fazem chiste com a postura de Trump em não reconhecer a derrota e, ainda, de continuar com fake news, colocando em dúvida a legitimidade eleitoral e da própria democracia estadunidense. Ademais, sua postura de tratar a pandemia com menoscabo também pesou na avaliação dos americanos em relação à Gestão Trump, dado o enorme número de contaminados e mortos.

Bolsonaro e os bolsonaristas tornaram Trump seu totem, objeto sagrado, de culto e adoração. Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do presidente, usou boné da campanha de Trump. Ernesto Araújo, Chanceler, publicou artigo - antes de se tornar ministro - afirmando que Trump seria capaz de salvar a civilização ocidental. Bolsonaristas, famosos e anônimos, fazem ecoar nas redes a teoria da conspiração de que Trump foi vitorioso e as eleições fraudadas. Aliás, Bolsonaro afirmou ter provas de que a eleição de 2018 foi fraudada, mas nunca as apresentou.

A situação das relações econômicas e diplomáticas, com Biden na Casa Branca, devem, ao menos na questão ambiental, mudar de direção. Diferente de Trump, negacionista climático, Biden trará à tona uma agenda ambiental e já deixou claro, em pronunciamento, estar atento à situação da Amazônia. Certamente, estarão na berlinda Ricardo Salles, Ministro do Meio Ambiente, e Ernesto Araújo, ambos fortes membros da ala ideológica do governo. Haverá, por parte do governo brasileiro, uma ação mais proativa e pragmática na diplomacia e relações comerciais ou a cartilha do olavismo continuará na cabeceira dos ministros? Até o final de domingo, não haviam cumprimentado Biden pela vitória Kim Jong-Um (Coreia do Norte), Mohammad bin Salman (Arábia Saudita) e Bolsonaro - não parece ser boa companhia para a diplomacia nacional.

Pairou no ar, aqui, no Brasil, a pergunta: teremos um Biden para disputar com Bolsonaro em 2022? Não é tão simples, pois não temos, apenas, Democratas e Republicanos como lá. Os partidos políticos, seus líderes e atores até o momento não encontraram em nosso país um denominador comum capaz de superar as divergências que os separam em prol de uma visão conjunta que os una. O bolsonarismo sentiu o golpe. Está com medo. Bolsonaro medrou. Começou a ponderar que, em 2022, o desfecho não seja a reeleição e sim uma derrota. A política está aberta. Candidatos à reeleição são, sempre, favoritos, no Brasil e nos EUA. Se o poderoso Trump, com seus milhões de seguidores nas redes sociais e seus milhares de dólares na conta bancária perdeu a eleição, no voto popular e no colégio eleitoral, tudo é possível.

Rodrigo Augusto Prando é Professor e Pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Os 10 políticos mais populares do mundo em 2019

Segundo levantamento divulgado pela a SEMrush , líder global em marketing digital, os políticos dos EUA capturaram a atenção global em 2019, representando 70% dos mais procurados atuando no governo dos Estados Unidos da América (EUA). No topo do ranking, Donald Trump, presidente republicano dispara com a média de 9,5 milhões de pesquisas por seu nome em mecanismos de busca como Google, Yahoo e Bing, ao longo de 2019.


Políticos britânicos, indianos e venezuelanos também participam da lista, apesar das pesquisas médias do presidente dos EUA, Donald Trump, serem 266% mais altas que o segundo líder político mais popular, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, com volume 2,6 milhões - média mensal ao longo de 2019.

Nancy Pelosi, recebeu 2,1 milhões de pesquisas mensais (em média) por seu nome e garantiu o terceiro lugar do pódio entre os políticos mais pesquisados na internet ao redor do mundo. Ela é presidente da Câmara de Deputados dos Estados Unidos e filiada ao Partido Democrata, aprovou em 2019 a abertura do processo de impeachment de Trump.

Em quarto lugar, o político venezuelano Nicolás Maduro recebeu, em média, 1,83 milhão de pesquisas mensais ao longo do ano passado. Seguido por Kamala Harris, também filiada ao partido democrata norte-americano e senadora pela Califórnia, que teve 1,81 milhão de buscas mensais.

Nicolás Maduro em 4º lugar (F: Internet)
Em sexto lugar, o político mais pesquisado em 2019 foi Bernie Sanders, um autoproclamado socialista, teve volume de 1,63 milhão mensal, em média. A candidata na corrida primária às eleições estadunidenses, Tulsi Gabbard, vem em seguida com 1,56 milhão de pesquisas em média.

Na oitava posição, o 47º vice presidente dos EUA, Joe Biden, recebeu em média 1,54 milhão de buscas mensais por seu nome. Já em nono e décimo lugares estão Narendra Modi - primeiro ministro indiano - e Alexandria Ocasio Cortez - ativista estadunidense - com 1,48 milhão e 1,36 milhão, respectivamente.

Segue abaixo o ranking completo e o infográfico com a média mensal de buscas realizadas em 2019:

1. Donald Trump - 9,45 milhões
2. Boris Johnson - 2,58 milhões
3. Nancy Pelosi - 2,02 milhões
4. Nicolás Maduro - 1,83 milhão
5. Kamala Harris - 1,81 milhão
6. Bernie Sanders - 1,63 milhão
7. Tulsi Gabbard -1,56 milhão
8. Joe Biden - 1,54 milhão
9. Narendra Modi - 1,48 milhão
10. Alexandria Ocasio Cortez - 1,36 milhão

(*) Da assessoria

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Bolsonaro é o sugar baby de Donald Trump, dizem internautas



O mesmo levantamento realizado pelo site de relacionamentos Universo Sugar que apontou Fernando Haddad e Alessandro Molon como sonhos de consumo de internautas que buscam um sugar daddy, ou seja, alguém mais velho para um relacionamento que envolve vantagens financeiras para o “protegido”, mostrou que Jair Bolsonaro é visto como sugar baby de Donald Trump. O nome do Messias teve em torno de 2 mil menções conectadas à expressão. Ou seja, Trump é o sugar daddy de Bolsonaro.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A capa da Time é o retrato da "humanidade" de Trump


Não são necessárias muitas palavras para definir o horror promovido por Donald Trump contra crianças, bebês nos Estados Unidos. A política de separação de meninos e meninas inocentes e
indefesos de seus pais - revogada ontem pelo lunático presidente norte-americano - é de uma crueldade inominável.

A atitude, como se sabe, revoltou inclusive alguns conservadores republicanos. Não é para menos. Dói ver imagens como essas, em que uma criança de dois anos se desespera ao ser separada da mãe em uma fronteira dos EUA com o México. A capa da Time é precisa. Onde vamos chegar?