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De Lula a Getúlio, a preferência por mulheres mais novas (Fotos: Divulgação) |
Para os brasileiros,
um presidente e uma primeira-dama com grande diferença de idade não
é uma novidade. O presidente Jair Bolsonaro, de 64 anos, conheceu
Michelle, de 37, em 2006. À época, ela tinha 24 anos e o atual
presidente, 51 anos de idade. Aos quinze anos, Darcy Sarmanho
casou-se com Getúlio Vargas. Mas, no ano em que o casal completaria
bodas de prata, Vargas se apaixonou por Aimeé Lopes, uma paranaense
elegante e culta, 25 anos mais jovem. Narrativa não muito diferente
de seus sucessores!
Outro político, e que também ocupou a autoridade máxima do
executivo, é o ex-presidente Michel Temer, que tinha 42 anos quando
Marcela nasceu. Quando se conheceram, ela era Miss Paulínia (SP) e
tinha 18 anos. Ele já passava dos 60. A diferença entre os dois é
de 43 anos.
Em 2004, Michelle conseguiu emprego de secretária parlamentar na
Câmara. O encontro com o então deputado Jair Bolsonaro foi em 2006.
Ela foi trabalhar no gabinete de Bolsonaro e depois se casaram no
civil. Em 2008, o Supremo Tribunal Federal proibiu o emprego de
parentes no serviço público e o deputado demitiu a mulher. O
casamento, numa cerimônia evangélica, aconteceu em 2013, no Rio.
Recentemente, o romance do ex-presidente Lula, de 73 anos com
a socióloga Rosângela Silva, de 40 anos ganhou o noticiário
nacional. Seguindo a linha de seus antecessores, quando Rosângela
nasceu, Lula já era um homem de 34 anos de idade. A diferença entre
eles, é de 33 anos.
O termo “Sugar
Baby” não é uma novidade - ele existe ao menos
desde os anos 1920. A expressão é usada para classificar jovens se
relacionam com homens ricos e bem-sucedidos.
Esse tipo de relacionamento está aparentemente em alta no Brasil.
Apesar da polêmica em torno, a questão é tão normalizada que
existem aplicativos parecidos com o Tinder, para que você encontre
um sugar daddy. No Brasil, a plataforma Universo Sugar une sugar
babies e sugar daddies.
Argumentos à parte, o fato é que o assunto levanta discussões
acaloradas. Ainda assim, segundo informações do site, o Universo
Sugar ganhou um público potencial, ultrapassando a marca de
600 mil participantes no Brasil.
Será que essa moda pega no Congresso Nacional?
(*) Por Anne Viana