terça-feira, 22 de outubro de 2024

Saiba qual é a cor de carro mais procurada em Goiás nos últimos 3 meses

Imagem: macrovector/freepik
Gosto não se discute, só se lamenta, diz o ditado. Escolhas pessoais são escolhas pessoais, mas sempre é possível identificar padrões de comportamento. A Webmotors, ecossistema automotivo que mantém um portal de negócios e soluções para o segmento, anuncia o ranking das cores de carros mais buscadas pelos usuários da plataforma em Goiás de julho a setembro de 2024.

Conforme os dados do Webmotors Autoinsights, as cores mais pesquisadas durante o período foram, em primeiro lugar, a branca, seguida pela preta, na segunda posição, e pela prata, em terceiro.

Confira abaixo as dez cores de carros mais procuradas pelos usuários do marketplace em Goiás de julho a setembro deste ano:

Ranking das cores de carros mais buscados na plataforma pelos usuários de Goiás de julho a setembro de 2024:

  1. Branca
  2. Preta
  3. Prata
  4. Cinza
  5. Vermelha
  6. Azul
  7. Verde
  8. Amarela
  9. Laranja
  10.  Marrom

Pablo Marçal: o exemplo de abuso de poder nas redes sociais

Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Pablo Marçal, derrotado nas eleições de 2024 para a prefeitura de São Paulo, não apenas acumulou uma derrota nas urnas, mas também expôs a falta de regulamentação adequada no uso das redes sociais durante campanhas políticas. Sua campanha foi marcada por práticas que desrespeitaram diversas normas eleitorais, levando especialistas a questionar o papel das plataformas digitais no processo democrático.

O fenômeno Marçal, que tinha como foco a prefeitura da maior metrópole da América Latina, acabou por movimentar a campanha em todo o país. Ao perceber como ele usava as redes sociais para alavancar sua imagem, em muitos casos desrespeitando as regras determinadas pela Justiça Eleitoral e os limites impostos pela legislação, candidatos passaram a copiar essas ações em um efeito manada.

 

Wallyson Soares, advogado eleitoral e vice-presidente da Comissão Eleitoral da OAB do Piauí, destaca as evidências que caracterizam o abuso de poder econômico na campanha de Marçal, ressaltando o uso de redes sociais que já estavam restritas pela Justiça Eleitoral. De acordo com o especialista, Pablo Marçal continuou ativo em suas redes sociais, mesmo após a justiça eleitoral determinar sua não utilização, sob pena de multa diária. Marçal, se utilizando de recursos financeiros, descumprindo a decisão judicial, optou pelo pagamento das multas impostas pela justiça eleitoral para promover sua segunda conta: “Essa situação é preocupante, pois não é todo candidato que possui o patrimônio financeiro capaz de suportar multa no patamar que Marçal desembolsou. Para ele, 1 ou 10 milhões de reais podem não ter grande impacto, mas para outros candidatos isso representa um desafio significativo”.

 

O advogado eleitoral afirma que Pablo Marçal cometeu irregularidades ao manipular uma decisão judicial, através de artifícios financeiros, já que, descumprindo uma decisão judicial que determinava a inatividade de seu perfil de rede social, permaneceu com a rede ativa promovendo um novo perfil criado para sua campanha: “Isso não deveria ter sido admitido pela justiça eleitoral porque ele atuou com base em um ato ilícito. Se ele utilizou práticas ilegais para promover essa nova rede social, ela também deveria ter sido suspensa, já que ele não pode se beneficiar de sua própria ilegalidade. Isso não é regulamentado expressamente pela justiça eleitoral, seja por resoluções ou pela legislação.”

 

Wallyson afirma que a violação á determinação judicial que bloqueava a rede social de Marçal pode caracterizar crime de desobediência além de abuso de poder econômico: “O desrespeito à ordem judicial que impedia o uso de sua conta, juntamente com a promoção de outra rede social, pode ser interpretado como abuso de poder econômico. O dinheiro não pode ser o utilizado como uma espécie de elemento permissivo ao descumprimento das determinações e normas da justiça eleitoral. É essencial garantir um tratamento equitativo para todos os candidatos”, conclui.

 

Samuel dos Anjos, advogado criminal, ressalta o episódio que ocorreu próximo às eleições do primeiro turno para a prefeitura de São Paulo. O caso envolve um documento alegando uma suposta internação devido a um vício em substâncias psicoativas, que posteriormente foi reconhecido como um laudo forjado. Samuel pontua duas situações de implicância jurídica a respeito do documento: “Se esse laudo foi forjado por Marçal, ou caso não o tenha forjado, agiu no intuito de que a falsificação fosse realizada, isso pode ser um indicativo da prática dos crimes de falsificação de documento particular e falsidade ideológica, já que consta a assinatura de um terceiro, que aparentemente já faleceu”.

 

O especialista em direito criminal aponta ainda quais outras infrações cometidas por Pablo Marçal podem ser preocupantes do ponto de vista jurídico. As irregularidades, que aparentemente ocorreram e que a investigação poderá esclarecer melhor, abrangem diversos tipos e naturezas: “Podemos destacar o delito eleitoral de fake News, mas também apontar injúrias, calúnias e difamações eleitorais, devido às argumentações e notícias veiculadas pelo candidato, tanto em debates quanto nas suas redes sociais, com o intuito de prejudicar a imagem de outros candidatos e partidos.”

 

O uso das redes sociais sem uma regulamentação adequada pode comprometer a integridade do processo eleitoral. Esses meios de comunicação se tornaram ferramentas poderosas na política, especialmente para influenciadores, que criam conteúdos com uma linha de opinião que atrai espectadores que valorizam o que dizem, independentemente do conteúdo em si.

 

Samuel também destaca o impacto das redes sociais no caso de Marçal, especialmente após a suspensão de seu perfil pela justiça eleitoral a pedido de Tabata Amaral, devido à divulgação de fake news: “Apesar da determinação judicial, o candidato Pablo Marçal continuou usando as redes sociais para promover um novo perfil que havia criado. Ou seja, ele empregou o perfil de forma irregular para impulsionar esse segundo perfil, que poderia, em tese, estar ativo.”

 

O especialista conclui a necessidade de um ambiente eleitoral justo e transparente: “Precisamos de um ambiente eleitoral onde as regras sejam respeitadas e que a desinformação não comprometa a integridade do processo democrático.”

 

Ex-coach, Marçal está no olho de um furacão que segue em repouso por conta do 2º turno das eleições em 52 cidades, sendo 15 capitais, entre elas São Paulo. Muitas denúncias feitas contra o ex-candidato seguem em apuração, assim como a atenção da Justiça Eleitoral está focada no fim das campanhas e do pleito eleitoral. Marçal conta com esse tempo para seguir se promovendo e talvez buscando mecanismos para se blindar. 

Especialistas em direito eleitoral e criminal sabem que ainda é muito cedo para se falar em uma ação de inelegibilidade, e um processo como esse é demorado. No entanto, o fato do ex-coach usar sua influência e recursos financeiros para se “livrar” da responsabilização pelos seus atos é um ponto que deve ditar o tom das próximas eleições. Com uma fortuna declarada de R$193,5 milhões, sua campanha pode ter seguido um ritmo perigoso para o processo democrático. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Epa! Candidato que diz ser contra gastos públicos já recebeu R$ 3,6 milhões de dinheiro… público!

Apesar do discurso engana-trouxa de que é a favor da redução dos gastos públicos e contra o “sistema”, o candidato à prefeitura de Goiânia pelo PL, Fred Rodrigues, já embolsou R$ 3.574.155,05 do seu dinheiro. Os recursos são provenientes dos fundos partidário (repassado mensalmente aos partidos) e especial (esse último distribuído apenas em períodos eleitorais).

Os repasses foram feitos em quatro vezes pela direção do partido de Jair Bolsonaro (PL), outro que se diz contra gastos públicos. Em 27 de agosto (R$ 1 milhão); 11 de setembro (R$ 1,332 milhão); 27 de setembro (R$ 180 mil); e 2 de outubro (R$ 60 mil). O extremista também recebeu R$ 85 mil de doações de pessoas físicas.

Confira abaixo:

Os dados constam da prestação de contas eleitorais no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e podem ser confirmados aqui.

Do total recebido, Fred já torrou R$ 2.578.843,31.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Grávidas estupradas são obrigadas a ouvir coração do feto em Goiás; e o autor da lei quer ser prefeito

Fred ri para o sofrimento das mulheres
Fred e sua expressão para o sofrimento das mulheres 

O ódio da extrema-direita às mulheres não tem qualquer limite. O deputado estadual cassado e atual candidato bolsonarista à prefeitura de Goiânia, Fred Rodrigues (PL), é autor de uma das mais cruéis leis em vigor – ainda – em Goiás. A lei nº 22.537/2024, aprovada pela Assembleia Legislativa (Alego) e sancionada sem vetos pelo governador Ronaldo Caiado (UB), em janeiro, obriga mulheres em busca do aborto legal – previsto na legislação brasileira em casos de estupro ou risco de vida para a mãe – a ouvir os batimentos cardíacos do feto.

A tortura imposta à mulher, já fragilizada pela gravidez ou indesejada no caso do estupro ou inviabilizada pelo risco de sua própria morte, é tão flagrante que nem os mais sádicos psicopatas poderiam pensar em tal atitude. Mas, no estado de Goiás, em nome de um fanatismo religioso, de um machismo exacerbado e de conveniências políticas hoje em rota de colisão, faz parte da legislação.

Digo conveniência política em rota de colisão porque, à época da sanção da lei, Caiado foi alertado pela sociedade civil da aberração jurídica de que se tratava e, ainda assim, quis acenar ao bolsonarismo agradando Fred Rodrigues. Que, vejam, só, hoje pode tirar a prefeitura de Goiânia do candidato caiadista Sandro Mabel (UB).

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Fred Rodrigues: o candidato da TBC contra o candidato de Caiado


Se você tiver estômago para isso e der uma olhada nas mídias sociais do extremista Fred Rodrigues (PL), candidato que disputa o segundo turno da prefeitura de Goiânia com Sandro Mabel (UB), verá que, nos últimos anos, o bolsonarista teve cadeira cativa no programa, igualmente extremista, TBC Debate.

O deputado cassado foi convidado para debater os mais variados assuntos da pauta da extrema-direita, como anistia aos vândalos golpistas do 8 de janeiro e o impeachment (não, isso não vai acontecer, sorry) do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Como um lobo na pele de cordeiro, o TBC Debate veste roupagem democrática, sempre levando um debatedor contrário à pauta ideológica adestradora da direita. Apenas para ser encurralado pela condução do programa, que levanta a bola para Fred chutar.

Como é muito comum nessa turma, o estudante e deputado cassado cita números aleatórios, muitos deles distantes da realidade, com ar de sabedoria e autoridade, que são prontamente aceitos pela militância ignorante. Sem tempo para um levantamento sério, fica como verdade para as “tias do zap”, a única fonte de “informação” utilizada pelo bolsonarismo.

Bem, o estrago está feito: a emissora pública do “meu Goiás” de Caiado potencializou e deu ares de confiabilidade ao candidato que, agora, pode derrotar Mabel. Se, desde que entregou a TBC ao grupo que a domina, Caiado não se importou com as barbaridades do jornalismo estatal, agora, a coisa mudou.

Irritadíssimo ao ser alertado sobre o tema, inclusive, assunto de matéria do Onze de Maio, descascou a direção da TBC e deixou claro que não quer mais ouvir falar de Fred na emissora.

Deixou alguns auxiliares órfãos. E resta saber se há tempo para reverter o estrago.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Mário Gomes: de canastrão a bolsonarista desonesto

(Reprodução)
A fórmula não muda e não erra: se a pessoa é bolsonarista e tem algum desvio de conduta, a culpa sempre é de alguém, menos dela. O desonesto da vez é o ator Mário Gomes, despejado de sua mansão para pagar dívidas trabalhistas de uma confecção que teve entre 1997 e 2005. Pois qual foi a reação do condenado? Culpar o governo e... o "comunismo".

Isso mesmo. O ator canastrão - de quem eu até gostava como jogador do Cantareira, em Vereda Tropical - lesou 84 costureiras, não pagando salários e rescisões trabalhistas. Foi condenado em todas as instâncias, perdeu o imóvel definitivamente em 2011 e, graças à agilidade da Justiça brasileira, conseguiu dar o cano na decisão durante 13 anos.

Mansão de Gomes: luxo enquanto costureiras passam dificuldade (Reprodução)

Agora que a justiça foi feita e as trabalhadoras vão, finalmente, após quase 20 anos, receber pelo seu trabalho para o patrão Gomes, o camarada culpa o "comunismo". 

É o apito de cachorro dos bolsonaristas. Vale para eles. Mas nós, Mário Gomes, sabemos que você foi condenado pela Justiça simplesmente por lesar mulheres pobres. Aqui, não cola.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Governo federal anuncia três novos campi de institutos federais em Goiás

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Na visita que fará a Goiânia nesta sexta-feira (6) para inauguração do BRT, o presidente Lula também vai anunciar
 três novos campi de institutos federais no estado: de Cavalcante e de Quirinópolis, do Instituto Federal de Goiás (IFG); e de Porangatu, do Instituto Federal Goiano (IF Goiano). O evento será realizado às 11h15 (horário de Brasília), na praça da Antiga Estação Ferroviária de Goiânia. 

O investimento total na educação em Goiás é de R$ 820 milhões, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). São R$ 535,8 milhões na educação básica, R$ 141,8 milhões na educação profissional e tecnológica e R$ 142,4 milhões na educação superior.

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Deputado Mauro Rubem (PT) convoca reunião emergencial para debater o encerramento arbitrário da prestação de serviços pelo Ipasgo Saúde a quase 10 mil beneficiários de 14 entidades

O deputado Mauro Rubem (PT) quer debater com gestores (as) de pelo menos 14 entidades que serão desligadas do Ipasgo Saúde, bem como com cerca de 9.877 beneficiários que deixarão de ter direito aos serviços assistenciais do plano, além de sindicatos e especialistas, sobre possíveis ações políticas, administrativas e jurídicas para barrar e anular este ato que ele considera altamente lesivo. 

Rubem destaca que “beneficiários que sustentam o plano há mais de 20, 30,40 anos são comunicados de que, a rua é a serventia da casa? Ora, o plano é do beneficiário que o sustenta e o governador Caiado disse que ninguém seria prejudicado com a privatização do Ipasgo que deixou de ser Autarquia para ser Serviço Social Autônomo de Direito Privado e agora acontece isso? Não podemos permitir”, ressaltou. 

Gestores de muitas dessas entidades já receberam o ofício do Ipasgo, datado de 23 de agosto último, informando sobre a interrupção dos serviços e de que os beneficiários também serão comunicados.

O motivo alegado pelo Ipasgo é que existem condições legais e requisitos necessários para a inscrição e regularização do Ipasgo Saúde junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS que devem ser cumpridas e que estas entidades não se enquadram. 

Rubem destaca que isso é um absurdo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

A Relação entre Alcoolismo e Depressão: Um Olhar da Psicologia Cognitivo-Comportamental

Foto: freepik
A relação entre alcoolismo e depressão é complexa e multifacetada, envolvendo fatores biológicos, psicológicos e sociais. Do ponto de vista da psicologia cognitivo-comportamental (TCC), o alcoolismo é entendido como um transtorno que pode ser sustentado por padrões de pensamento disfuncionais, crenças irracionais e comportamentos de enfrentamento inadequados.

Segundo a psicóloga clínica Tatiane Paula, muitas vezes, o uso excessivo de álcool começa como uma estratégia para lidar com emoções negativas, como ansiedade ou tristeza. Com o tempo, esse comportamento se torna habitual, levando à dependência física e psicológica.

“O álcool é um depressor do sistema nervoso central. Seu consumo prolongado e em excesso pode levar a alterações químicas no cérebro, como a diminuição dos níveis de serotonina, um neurotransmissor associado ao bem-estar. Isso pode resultar em sintomas depressivos. Além disso, o álcool pode intensificar sentimento de culpa, inadequação e desesperança, especialmente quando a pessoa percebe que perdeu o controle sobre seu consumo”, explica a psicóloga.

Os fatores de risco para o desenvolvimento do alcoolismo incluem uma combinação de predisposição genética, influência ambiental, histórico familiar de abuso de substâncias, traumas, problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, e a exposição frequente ao álcool em contextos sociais. A TCC enfatiza a importância de identificar esses fatores e trabalhar para modificá-los ou gerenciá-los de forma eficaz.

“O hábito de beber pode agravar significativamente a depressão. O álcool pode oferecer alívio temporário dos sintomas depressivos, mas, a longo prazo, ele agrava a condição. A intoxicação crônica e as consequências negativas associadas, como problemas de relacionamento e perda de produtividade, podem aumentar sentimentos de desesperança e perpetuar um ciclo de depressão e consumo de álcool”, ressalta.

Os sintomas da depressão alcoólica incluem tristeza persistente, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, fadiga, alterações no apetite e sono, dificuldades de concentração, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, e pensamentos suicidas. Esses sintomas podem ser exacerbados pela presença do alcoolismo, dificultando ainda mais o tratamento.

“A abordagem de tratamento para alguém com depressão e alcoolismo deve ser integrada e multidisciplinar. A TCC pode ser uma ferramenta poderosa, ajudando o paciente a reconhecer e desafiar pensamentos disfuncionais, desenvolver habilidades de enfrentamento saudáveis e criar um plano de prevenção de recaídas. Além disso, o suporte social e familiar é fundamental. Em muitos casos, o tratamento medicamentoso também pode ser necessário, sendo essencial a colaboração entre psicólogos e psiquiatras”, conclui.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

TSE adota medidas rigorosas para combater a desinformação durante a campanha eleitoral

Foto: rafapress/shutterstock
Faltando dois meses para as eleições municipais, nos 5.568 municípios brasileiros, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou novas medidas contra a desinformação, e promete intensificar o combate às notícias falsas durante o período eleitoral. Com o primeiro turno marcado para o dia 6 de outubro, a preocupação com o assunto tem ocupado a agenda da ministra Carmen Lúcia. 

Entre as iniciativas anunciadas pela justiça, está o serviço telefônico 1491, canal criado para que os cidadãos possam denunciar, de forma gratuita, qualquer tentativa de propagação de notícias falsas. O novo canal faz parte do esforço do Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia, órgão do TSE dedicado a monitorar e verificar a procedência dessas denúncias.


Wallyson dos Anjos, especialista em Direito Eleitoral, ressalta a importância sobre o papel que a Justiça Eleitoral assumiu sobre combater a desinformação: “O papel da Justiça é muito importante para garantir que os eleitores recebam informações corretas e possam tomar decisões fundamentadas. A atuação do TSE tem o objetivo de criar um ambiente eleitoral transparente e justo, onde a manipulação por meio de notícias falsas seja mínima e a integridade do processo seja preservada”.


Após receber uma denúncia, o Centro Integrado encaminhará o caso para a Polícia Federal ou para o Ministério Público Eleitoral, que serão responsáveis por investigar e tomar as providências cabíveis. Além disso, a presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, anunciou que a Polícia Federal disponibilizará um painel aberto ao público para o acompanhamento das denúncias recebidas e das ações tomadas em resposta.


Para especialistas em direito eleitoral, o combate à desinformação é essencial para garantir que o processo eleitoral ocorra de forma democrática e transparente. O Vice-Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB do Piauí, Wallyson Soares dos Anjos explica que a desinformação é baseada em informações enganosas criadas com o objetivo de manipular a opinião pública O advogado especialista em Direito Eleitoral, ressalta que a desinformação pode influenciar negativamente: “É fundamental combater a desinformação porque ela pode distorcer a percepção dos eleitores e influenciar os resultados das eleições de forma errada”.


O especialista ainda ressalta a importância da atuação das autoridades nesse processo: “A desinformação compromete a democracia ao permitir que decisões importantes sejam baseadas em informações falsas. A atuação rigorosa das autoridades eleitorais é essencial para que o processo eleitoral se mantenha justo. Para garantir eleições justas, é importante que as informações sobre o processo eleitoral sejam corretas e verificáveis. As autoridades precisam sempre monitorar e combater qualquer notícia falsa para que os eleitores possam confiar nas informações recebidas”.


As medidas anunciadas refletem o esforço contínuo do TSE em enfrentar a disseminação das Fake News, um desafio que tem se intensificado com o avanço das redes sociais e a velocidade de propagação de notícias falsas. Fiscalizar cada publicação feita por minuto nas várias redes sociais e por centenas de milhares de candidatos e apoiadores, não é uma tarefa simples, o quer exige esforço coletivo, e isso inclui a sociedade, que precisa saber identificar o que é desinformação, notícia falsa, e propagação de ódio na internet. 


Propagar fake news pode ser considerado crime no Brasil, dependendo do contexto e das consequências da disseminação da informação falsa. Existem várias leis que podem ser aplicadas para punir quem cria ou compartilha notícias falsas, especialmente em situações que envolvem a honra, a imagem ou a integridade de pessoas ou instituições.


De acordo com o Código Penal, é crime de calúnia (Art. 138) atribuir falsamente a alguém a prática de um crime pode resultar em pena de detenção de seis meses a dois anos, e multa; crime de difamação (Art. 139), difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação, e pode resultar em pena de detenção de três meses a um ano, e multa, assim como injúria (Art. 140), que é ofender a dignidade ou o decoro de alguém pode resultar em pena de detenção de um a seis meses, ou multa. Com base na legislação eleitoral, o especialista esclarece que a pena em alguns casos é ainda mais dura. 


Com base na legislação eleitoral, Wallyson esclarece que a disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral ou a integridade das urnas pode levar a penas ainda mais severas: "A legislação eleitoral tem penas mais rígidas para a propagação de informações falsas que possam comprometer a confiança no processo eleitoral ou no funcionamento das urnas. Isso inclui qualquer ato de desinformação que possa desestabilizar a confiança pública na justiça eleitoral e no processo de votação."


Além dessas penas, a legislação também prevê penalidade mais grave para aqueles que disseminam notícias falsas sobre o sistema eleitoral ou a integridade das urnas: “A legislação eleitoral tem penas mais rígidas para a propagação de informações falsas que possam comprometer a confiança no processo eleitoral ou no funcionamento das urnas. Isso inclui qualquer ato de desinformação que possa desestabilizar a confiança pública na justiça eleitoral e no processo de votação”.


A disseminação de fake news nas redes sociais e outros meios digitais é especialmente preocupante, e tem levado à discussão sobre a necessidade de leis mais específicas para regular essa prática. Recentemente, iniciativas como o Projeto de Lei das Fake News (PL 2.630/2020) têm buscado criar um marco regulatório para combater a desinformação no ambiente digital. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

País registra número histórico de candidaturas LGBT+

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Informações do painel Candidaturas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram 967 candidaturas de pessoas trans para as eleições municipais de 2024. Os dados também chamam atenção sobre o número de pessoas gays, lésbicas e bissexuais, assexuais e pansexuais: são 2.390 candidaturas. 

O registro oficial de candidaturas LGBT+ é uma conquista recente dos movimentos pela democratização da participação política. Nas últimas eleições municipais, a sociedade civil organizada tinha mapeado 556 candidaturas LGBT+. A explosão do número de candidaturas LGBT+ para 6 vezes mais do que o levantamento anterior mostra não só uma articulação maior dessas lideranças, mas a importância desse levantamento ser feito pelo Estado. Segundo o relatório "A Política LGBT+ Brasileira: entre potências e apagamentos", lançado em 2022 pela ong VoteLGBT, "a inexistência desses números deixam a população LGBT+ de fora de planejamentos consistentes, pois dados são fundamentais para a construção de políticas públicas direcionadas." 

No geral, foram registradas no país 454.689 candidaturas, número 18,5% menor do que nas eleições de 2020. Homens ainda representam a maioria das candidaturas, com participação de 66% do total. Candidaturas de pessoas que não se autodeclaram brancas são 53,59% do total. 

No quesito identidade de gênero, 20,01% optaram por não declarar, enquanto 79,77% se declaram cis e 0,21% trans. Das candidaturas de pessoas trans, 62,05% são de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

Do total dos candidatos, 68,41% optaram por não declarar orientação sexual. Entre os mais de 143 mil declarantes, 98,27% são heterossexuais, 0,72% gays, 0,44% lésbicas e 0,31% bissexuais. Assexuais e pansexuais somam 0,18%.

Diretor executivo da ONG VoteLGBT, Gui Mohallem considera um dia histórico a divulgação de candidaturas LGBT+ pelo TSE. Desde 2014, a organização atua para aumentar a representatividade de pessoas LGBT+ nos espaços políticos. 

“É um passo muito importante em direção à cidadania plena das pessoas LGBT+ nesse país. É a primeira vez que somos contados oficialmente por algum órgão público e é muito significativo que tenha sido o TSE, a partir de uma provocação da VOTELGBT, da ANTRA e de vários parlamentares da bancada LGBT+, como o senador Fabiano Contarato e as deputadas Daiana Santos, Duda Salabert e Erika Hilton. Para nós, ter acesso a esses números, a esses dados, é um sonho de muito tempo”, celebra. 

Para Mohallem, entretanto, esse ainda é o primeiro passo. “Conseguir entender quais desafios específicos essas lideranças LGBT enfrentam e como criar mecanismos para poder superar esses desafios, tanto desde um apoio da sociedade civil, quanto pensar políticas públicas de garantia de direitos. Como é que você protege essas lideranças políticas de violência, por exemplo? De cara, a gente começa com um número histórico de mais de três mil candidaturas e ainda deve aumentar. Então, é uma alegria muito grande saber que tem tanta gente nossa disposta a disputar a arena política. Sem diversidade, não há democracia.” afirma.

Atividade industrial apresenta avanço em julho, aponta CNI

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Após recuar por dois meses consecutivos, a indústria voltou a apresentar aumento das atividades em julho de 2024, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A constatação foi feita pela Sondagem Industrial junto a 1.488 empresas industriais de todo país, entre 1º e 9 de agosto. 

A pesquisa mostra que o índice de evolução da produção industrial aumentou de 48,7 pontos para 54,3 pontos em julho. É o melhor sétimo mês do ano quando comparado com os últimos anos como 2022, quando o indicador ficou em 51,8 pontos, ou como 2023, quando registrou queda de 47,8 pontos.

O índice de evolução do número de empregados na indústria também aumentou em julho. O indicador subiu de 50 pontos para 51,3 pontos. Ambos os crescimentos foram observados em todas as regiões do país.

“Enquanto foi registrado aumento da produção e do emprego, os estoques estão abaixo do planejando, o que dá a entender que a indústria está conseguindo inserir seus produtos no mercado. Isso aconteceu em todas as regiões do país. Além disso, o aumento da utilização da capacidade instalada reforça a mensagem de uma atividade industrial mais aquecida em julho”, explica a economista da CNI, Larissa Nocko.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Goiânia recebe ato em defesa da população de rua na quinta-feira

O Movimento Nacional da População em Situação de Rua de Goiás (MNPR-GO) realiza um "ato contra as ações truculentas e higienistas do prefeito de Goiânia em relação à população em situação de rua". De acordo com o MNPR, trata-se de "uma resposta às recentes intervenções da prefeitura que têm violado os direitos básicos e a dignidade de pessoas que já vivem em extrema vulnerabilidade".

A atividade, além de ser um protesto contra a violência institucional, é também uma oportunidade de reafirmar a luta da população em situação de rua, que será celebrada na próxima segunda-feira, dia 19. "Este é um chamado à solidariedade e ao apoio de todos os que acreditam em justiça social e respeito aos direitos humanos", diz o convite.

O ato acontecerá na próxima quinta-feira (15), às 17h, na Avenida Independência com Avenida Goiás.

"Sua presença é fundamental para fortalecer essa luta e demonstrar que a população de rua não está sozinha. Junte-se a nós e vamos juntos, levantar nossas vozes contra a opressão e em defesa de uma Goiânia mais justa e inclusiva", conclui o MNPR.